Como Se Pega Herpes?

Por mais que algumas doenças sejam bastante comentadas, as informações dispersas nem sempre nos ajudam a entender mais sobre elas. A herpes é um desses casos. Por ter a possibilidade de ser sexualmente transmissível, uma série da mitos e tabus giram em torno da doença, mas nem sempre tudo o que se diz é verdade.

Herpes Simples

A herpes simples é uma doença causada pelo vírus HSV, sendo bastante contagiosa. Ela pode ser dividida em dois tipos principais:

  • Tipo 1 – também conhecida como herpes oral ou labial
  • Tipo 2 – chamada de herpes genital

Em ambos os tipos, aparecem lesões na pele do local atingido. A gravidade dessas feridas pode variar conforme o caso. Também é possível que a pessoa tenha o vírus da herpes simples humana mas não o manifeste.

Contágio

O vírus da herpes simples é mais comum na infância para o Tipo 1 e na adolescência, após as primeiras relações sexuais, para o Tipo 2. O primeiro contato de uma pessoa com vírus HSV é chamado de infecção primária. Depois de ser exposto ao vírus o paciente poderá manifestar as lesões comuns da doença ou apresentar um quadro de infecção subclínica, sem sinais visíveis.

Depois dessa infecção primária, o nosso organismo pode preservar o vírus por vários anos sem que nenhum sintoma apareça. Em algumas situações, as lesões podem reaparecer, normalmente de forma mais branda que no primeiro contato. Esses episódios recorrentes são chamados pela medicina de herpes recidivante e ocorrem tanto na herpes labial quanto na genital.

O contágio acontece por meio do contato direto com as secreções das lesões. Assim, compartilhar peças como talheres ou roupas pode levar à transmissão do vírus. Por outro lado, quem tem a doença em fase latente, sem sinais aparentes, não pode transmitir o vírus.

Herpes labial

Herpes: erupções em cacho na boca

Sintomas

A contaminação pela herpes simples quando causa lesões se manifesta, inicialmente, na forma de pequenas bolinhas que se agrupam. Essas lesões, semelhantes a cachos de uvas, evoluem para feridas em pouco tempo. As áreas mais atingidas, como comentamos, são os lábios e a genitália. No entanto, os ferimentos podem aparecer em outras partes do corpo.

Na infecção primária, além das lesões o paciente pode apresentar:

  • febre
  • dor de cabeça
  • gânglios aumentados (ínguas)
  • dor ao urinar
  • secreção vaginal
  • incômodo na atividade sexual
  • rigidez na nuca

Os demais episódios, como foi comentado antes, são mais brandos e muitos desses sintomas iniciais não voltarão a ocorrer.

O local onde as lesões aparecem (boca, genitália e outras regiões) apresenta alguns sintomas antes de aparecerem as primeiras lesões. Os mais comuns são dor, ardência e sensação de formigamento. Geralmente as feridas surgem nos mesmo locais sempre que a doença ocorrer.

Cada pessoa pode reagir ao vírus da herpes diferentemente. O número de episódios da doença pode variar de 2 a 8 vezes em um mesmo ano. Normalmente esses casos estão relacionado a baixas de imunidade, como outras doenças e estresse. Algumas pessoas também relatam a volta das lesões após a exposição ao sol, trauma, período menstrual e outros fatores.

Diagnóstico

O diagnóstica da herpes normalmente é clínico, ou seja, depende da observação do médico e dos relatos do paciente. Em alguns casos, é possível recorrer a um exame das células da pele na região lesionada. Para tanto é feita uma raspagem e material é analisado em microscópica. Esse tipo de exame é mais eficiente para diagnosticar a infecção primária que os episódios recorrentes.

Tratamento

Assim que aparecerem os primeiros sintomas da herpes, seja ela labial ou genital, é necessário procurar um médico para que seja ministrada a medicação adequada. O mais indicado são os antivirais de uso oral, que têm maior eficácia na evolução da doença. Pomadas e outros medicamento de uso tópico costumam ser menos eficazes, mas também podem ser receitados.

Além da medicação, é importante que o indivíduo contaminado tome alguns cuidados para controlar o surto e o contágio. As vesículas não devem ser furadas ou apertadas. Enquanto houverem lesões labiais, é melhor não beijar outras pessoas, não compartilhar objetos de uso pessoal e não falar muito perto dos outros.

Já nos casos de herpes genital, o paciente deve evitar relações sexuais durante o tratamento, pois as lesões favorecem a transmissão de DSTs. Sempre que encostar nas feridas lave bem as mãos para evitas que elas se espalhem por outras partes do corpo.

Herpes Zoster

A herpes varicela e a herpes zoster são causadas pela mesmo vírus, o VZV (Vírus Zoster Varicela) e se enquadram no Tipo 3. Normalmente a herpes varicela, também conhecida como catapora, atinge crianças nos primeiros anos de vida. Já a herpes zoster é mas comum em idosos, devido à recorrência do VZV contraído na infância.

Os idosos são as principais vítimas da herpes zoster porque o organismo perde a imunidade contra vírus com o passar dos anos. Alguns fatores contribuem para o aparecimento da doença, como a baixa de imunidade, cirurgias de coluna, episódios de sinusite, ocorrência de câncer ou trauma local.

Herpes zoster

Herpes zoster nas costas

Sintomas

Diferentemente da herpes simples, que é fortemente caracterizada pelas lesões de pele, o que melhor caracteriza a herpes zoster é a dor. Ela aparece antes das lesões e costuma persistir por até meses mesmo depois que as feridas desaparecem. Essa quadro de persistência da dor é chamado pela medicina de neurite pós-herpética.

Com relação às lesões, o aparecimento é bastante diferente da herpes simples. Em pacientes com zoster, as erupções na pele surgem no mesmo lado do corpo, mais concentradas nos membros, tronco e face. Elas normalmente se apresentam linearmente pela região atingida, podendo ou não se espalhar por outras partes do corpo.

Diagnóstico

O problema do diagnóstico da herpes zoster é que a dor que antecede as lesões pode ser confundida com outras doenças. Nessa fase, o médico pode se equivocar no diagnóstico clínico, mas após o aparecimento das primeiras feridas quase não restam dúvidas, pois, como vimos, a forma de apresentação é muito específica.

Tratamento

A melhor forma de tratar a herpes zoster é procurando um médico assim que os primeiros sintomas aparecem. O especialista pode receitar o uso de analgésicos e medicamentos antivirais para reduzir a dor e controlar a expansão das lesões. Em alguns casos, a doença pode se tornar um pouco mais séria em idosos. Quando as lesões surgem no rosto, há risco de que o vírus se espalhe para os olhos e nariz, podendo causar cegueira e até menos meningite. Por isso um médico precisa ser consultado antes que as feridas avancem muito.


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