Finasterida: Remédio Para Queda de Cabelo

Apesar do nosso blog ser voltado para o público feminino, o assunto de hoje interessa particularmente aos homens. A finasterida, também conhecida como Proscar, Propecia, Fincar, Finalop, Finpecia, Finax, Finast, Finara e Prosteride, é um medicamento de uso exclusivo masculino para tratar a queda de cabelo.

A eficácia do produto é bastante comprovada, mas os vários efeitos colaterais atribuídos a ele fazem com que o uso não seja assim tão benéfico para quem sofre com a calvície.

Como Funciona a Finasterida?

A finasterida atua inibindo a conversão da testosterona em dihidrotestosterona. Por isso, ele é capaz de controlar a calvície masculina. Em doses mais altas, o medicamento também é usado para a hiperplasia prostática benigna e o câncer de próstata. Sua ação nos hormônios masculinos explica os efeitos benignos, mas também é responsável por boa parte dos efeitos colaterais que costumam ser relatados por quem utiliza o medicamento.

Efeitos Colaterais

De acordo com dados da Wikipedia, os efeitos colaterais mencionados pela bula da finasterida são:

  • impotência (1.1 a 18,5%)
  • ejaculação anormal (7,2%)
  • diminuição do volume ejaculado (0,9 a 2,8%)
  • função sexual alterada (2,5%)
  • ginecomastia (crescimento anormal das mamas em homens) (2,2%)
  • dor nos testículos

Ainda segundo a bula, os efeitos indesejáveis desapareceram nos pacientes que interromperam ou tratamento e na maioria daqueles que continuaram a tomar o remédio.

Finasterida

Compensa tratar a calvície com um medicamento tão controverso?

Pesquisa Sobre o Medicamento

Uma pesquisa divulgada em abril deste ano foi a primeira a questionar mais incisivamente os possíveis efeitos colaterais no uso da finasterida. O estudo publicado no Jornal da Associação Americana de Medicina revisou os resultados de 34 testes clínicos feitos com o medicamento. A meta-análise feita pelos pesquisadores considerou dados relativos a mais de 5 mil homens que utilizaram a finasterida para tratar a calvície.

A partir da análise, os pesquisadores concluíram que não existe bases confiáveis para se afirmar que a utilização da finasterida é segura. Os médicos que receitam o medicamento defendem que os testes clínicos garantem o funcionamento adequado do medicamento. Por isso, os pesquisadores resolveram verificar as informações contidas nesses testes.

Assim, acabaram observando que os testes não oferecem informações suficientes para esse tipo de afirmação. De acordo com a pesquisa:

“Nenhum dos 34 testes clínicos publicados fornecem informação adequada sobre a gravidade, frequência ou reversibilidade dos efeitos colaterais na sexualidade” (Fonte: G1).

Os efeitos do medicamento sobre a sexualidade são, portanto, incertos. Na verdade, novos testes precisariam ser realizadas para que se pudesse afirma com  certeza que uso do medicamento é seguro para os homens. Sem um estudo mais aprofundado, a prescrição da finasterida se ampara somente em testes nada confiáveis.


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